Livro Memórias das Fortalezas – Ilha de Santa Catarina

Prazo para captação:

De 01/06/13 até 31/12/13

Descrição

Através da memória dos envolvidos na preservação e restauração do complexo de fortalezas de Florianópolis, produzir livro sobre a importância histórico-arquitetônica, cultural desse patrimônio.

Quem Incentiva Pessoa Jurídica Pessoa Física

Região BR

Tipo de imposto abatido IR

Valor autorizado para captação:

R$ 202.830,00

Resumo

Através da memória dos envolvidos na preservação e restauração do complexo de fortalezas de Florianópolis, produzir livro sobre a importância histórico-arquitetônica, cultural desse patrimônio.

Objetivo

Objetivo geral:
Através da memória daqueles que se envolveram diretamente na preservação e restauração do complexo de fortes e fortalezas de Santa Catarina, com apoio na literatura corrente, produzir e editar um livro discutindo a importância histórico-arquitetônica, cultural e turística desse patrimônio, auxiliando a estabelecer alguns princípios para sua gestão.
Objetivos específicos:
• Publicar livro com colaboração de profissionais especializados para disponibilizar à pesquisadores e restauradores, documentos e informações referentes as fortificações e seu processo de preservação e restauro;
• Fornecer elementos que auxiliem na compreensão da importância da construção do sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina;
• Apresentar os princípios que nortearam os projetos e José da
Silva Paes e o caráter do sistema defensivo por ele montado;
• Dialogar com historiadores, arquitetos, jornalistas e outros profissionais sobre a importância da preservação desse patrimônio;
• Sistematizar informações com suporte científico – metodológico, relacionadas com esse mesmo sistema defensivo e que possam ser repassadas aos visitantes;
• Enfatizar os esforços de diferentes setores (cultural, educacional e de meio ambiente) em favor da restauração do patrimônio;
• Organizar informações da memória dos responsáveis pelos projetos de preservação, proteção e restauro das fortalezas em uma
única publicação;
• Proporcionar aos professores da rede de ensino o acesso à textos e imagens das fortalezas.

Nº do Diário Oficial

1114802

Onde vai acontecer

SC: Todas as cidades
Jardinópolis
Paraíso
Pinhalzinho
Saltinho
Vargem

Data de realização

Não definida

Público

A intenção é permitir que um grande número de pessoas tenha acesso a informações objetivas e bem apuradas sobre o complexo de fortes e fortalezas de Florianópolis. Com a obra, estudantes de todos os níveis, pesquisadores e interessados no assunto poderão conhecer a fundo as características destas fortificações, discutindo a importância histórico-arquitetônica, cultural e turística desse patrimônio, auxiliando a estabelecer seu vínculo com a cultura local e regional, com as etnias que as engendraram e com a realidade social dos visitantes, que a cada ano, vem visitar e/ou conhecer estas fortificações.
O livro será distribuído entre as Bibliotecas indicadas pelo Ministério da Cultura; Bibliotecas do Estado de Santa Catarina; Universidades e Instituições Culturais; Colaboradores do projeto; Estudantes e
comunidade em geral, dando acesso a esta publicação através destas instituições.

Descrição

Se para Le Goff a memória é um “elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das sociedades de hoje” (2003, p.471), temos com Hobsbawm que o passado é “uma dimensão permanente da consciência humana, um componente inevitável das instituições, valores e outros padrões da sociedade humana” (2005, p. 22). A memória e o passado histórico, materializados nas fortalezas da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, repletas de “identidade” e “permanência”, conforme Le Goff e Hobsbawm ficam evidentes nos diversos usos desse conjunto de edificações e vias de acessos. Usos que não podem ser separados das representações que se fizeram com o passar dos séculos, desde os relatos de viajantes estrangeiros até os atuais anúncios de passeios turísticos em escunas. Assim, a presença de contingentes militares das guarnições dos fortes e fortalezas nos círculos sociais, culturais e econômicos de Florianópolis, ao lado de um movimentado porto que tornava ativos seus habitantes, significou uma primeira troca/encontro de experiências e vivências de diferentes procedências. Ao lado do oficial português estava o agricultor vindo de uma das ilhas dos Açores, observado certamente por algum remanescente tupi-guarani e acompanhado de um afro-descendente ocupado nos afazeres do
dia-a-dia. Autores como Oswaldo Rodrigues Cabral e Walter Piazza, entre outros, forneceram as informações que nos remetem a um momento crucial da história de Florianópolis e do Sul do Brasil, o de 1738. Decisões tomadas nesse período pela Coroa Portuguesa começam a ser executadas, como a criação da Capitania da Ilha de Santa Catarina e a simultânea fortificação de seu acesso e o povoamento com casais açorianos. Vimos surgir uma formação social-econômica de caráter militar, onde os imigrantes eram agricultores e soldados, submetidos a um regime de caserna. A sede no recém criado Governo permaneceu algum tempo na ilha de Anhatomirim. No caso das fortalezas, que deveriam ser os baluartes da defesa do grande porto e das fontes de abastecimento da navegação, o encarregado da construção foi José da Silva Paes, brigadeiro, arquiteto, profissional brilhante, que não poupou experiência nem recursos para executar seus projetos. “Fortaleza sem gente é o mesmo que corpo sem alma”, escreveu Silva Paes. (PIAZZA, 1992, p.50). São de sua iniciativa as grandes “obras e empreendimentos que transformaram Santa Catarina de um ajuntamento de pequenas vilas sem maiores afinidades entre si numa verdadeira capitania” (CABRAL, 1994, p.60). À medida que as fortalezas perderam sua importância original, tendo em vista os avanços tecnológicos e militares em geral, elas passaram a ser reutilizadas com outros objetivos. É quando elas se transformam em presídios políticos, locais de isolamento de doentes infecto-contagiosos, ou simplesmente abandonados e/ou apropriados pelas comunidades de seus entornos, seja para residência e/ou uso dos materiais disponíveis. Usos que geram outras representações, mas que alimentam as edificações, as mantém dinâmicas, querendo impedir que o tempo faça a suas parte com a ajuda do renascer das florestas que existiam antes das construções. Na mesma década de 1960 em que a última fortaleza
(Santa Cruz) teve as portas fechadas em definitivo, começou a restauração do Forte de Santana, marco de um processo ainda em andamento. Se os usos anteriores e as conseqüentes representações estão devidamente registrados, os esforços pela restauração desse patrimônio permanecem vivos em cada participante, mas essa memória não foi materializada, anotada, problematizada, permitindo também aos historiadores de amanhã estudar mais uma etapa da jornada das obras de Silva Paes.
Quando começaram as primeiras obras de restauração do Forte de Santana, no final dos anos 1960, havia uma concepção de restauro dominante entre os especialistas da área (Iphan, universidades). Os paradigmas presentes nas intervenções nas fortalezas de Santa Cruz e São José da Ponta Grossa, alguns anos depois, não eram os mesmos anteriormente adotados. Por fim, no caso do forte de Santo Antônio,estiveram presentes as últimas abordagens na área, como de tornar visíveis as intervenções restauradoras, abandonando a prática anterior de recomposição da forma original, adotadas nas outras fortalezas. Por isso, trabalhar a memória do processo de restauração das fortalezas da Ilha de Santa Catarina é, sobretudo, a oportunidade de se discutir as práticas e teorias da preservação cultural, histórica e arquitetônica nas últimas décadas do século 20, entre os anos 60 e 90. Sempre em evolução, incorporando os novos conhecimentos e tecnologias gerados no mundo todo, os mestres da preservação do patrimônio histórico se envolveram num processo em que a aplicação do conhecimento acumulado recebia questionamentos permanentes desta mesma prática, obrigando a uma reflexão permanente, a continuadas desconstruções e reelaborações. Cabe destacar que alguns dos principais ícones da restauração de nossos patrimônios materiais estiveram presentes no esforço, a começar pelos pioneiros trazidos por Armando Gonzaga para se ocuparem do forte de Santana, como Cyro Corrêa Lyra, Luiz Saya, José La Pastina Filho e o então jovem arquiteto Dalmo Vieira Filho, entre outros. Ao longo de toda a jornada, profissionais de alta qualificação técnica marcaram presença nas fortalezas, do arqueólogo ao arquiteto e engenheiro, até historiadores, jornalistas e outros profissionais.
A iniciativa da restauração do patrimônio erguido por José da Silva Paes partiu da comunidade local de Florianópolis, incluindo funcionários públicos, empresários, intelectuais e entidades, ganhou a adesão de técnicos da área e da mídia e, na seqüência, da Universidade Federal de Santa Catarina. Este envolvimento social-comunitário é o pano de fundo do trabalho, elementos constituem as características da riqueza do processo, sua peculiaridade, o que o torna único, como são todos os processos.

Institucionais:

– Inserção de texto institucional no livro sobre as ações da(s) empresa(s) na área da cultura;

– Veiculação do nome e marca da empresa e Ministério da Cultura conforme orientação dos mesmos na capa e contracapa das publicações;

– Todo o material gráfico de divulgação terá a logomarca e o nome da empresa patrocinadora, conforme normas e orientação dos mesmos;

– Lançamento do livro em local de visibilidade, com entrega de exemplar aos convidados;

– Distribuição de convites para profissionais da área, professores de ensino médio e das diversas faculdades: história, arquitetura, artes, urbanismo, turismo, bibliotecas de ensino público, pesquisadores; Instituições culturais, pessoas e instituições indicadas pelo patrocinador e estudiosos em geral.

Em todas as fases do projeto haverá um assessor de imprensa para:

– Divulgar cada etapa do projeto;

– Fazer entrevistas como os organizadores e coordenador do projeto;

– Desenvolver artigos e notas para mídia espontânea;

– Veicular a marca e nome da empresa patrocinadora e Ministério da Cultura conforme orientação dos mesmos em todos os produtos de divulgação (Banner, Anúncio em jornal, Convite Impressos e Jingle de até 30″ em rádio);

Estrutural:

– Prevê a geração de empregos diretos e indiretos através da contratação de profissionais pesquisadores, arquitetos, fotógrafos e serviços de coordenação editorial e gráfica, além da assessoria de imprensa para a divulgação da publicação em nível nacional. O autor poderá, a critério da empresa, desenvolver e ministrar palestras para grupos de interessados. Inclusive para Grupos de interesse em outras cidades no estado, divulgando o trabalho e relacionando o perfil da empresa com a Preservação do patrimônio cultural brasileiro;

– Realizar um trabalho de explanação história e educação patrimonial junto às entidades atendidas pela empresa em seus programas sociais;

– Realizar visitas às escolas e universidades, atendendo convites das mesmas;

– Formar equipe especializada, gerando trabalho e renda, para profissionais da área de designer gráfico, editorial, gráfica, administrativa e financeira.

Compensatória:

– Isenção fiscal com abatimento do imposto de renda conforme Lei de Incentivo à Cultura 8.313/91, área humanidades, artigo 18;

– Fornecimento de 10% da edição para a empresa patrocinadora;

– Entrega e distribuição de exemplares às Universidades e Faculdades da área de arquitetura e urbanismo, arte e história, Bibliotecas indicadas pelo MinC, escolas da rede de ensino da cidade de Florianópolis e instituições que estão retratadas no livro.

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