Artes visuais Memórias periféricas, mulheres costurando a história

Prazo para captação:

De 07/06/15 até 31/12/16

Descrição

Trata-se de recolher histórias de vida de 40 mulheres de baixa renda, moradoras da periferia de São Paulo, através de oficinas da técnica chilena conhecida como “arpilleras” para montagem de exposiçao

Quem Incentiva

Valor autorizado para captação:

R$ 150.000,00

Resumo

Trata-se de recolher histórias de vida de 40 mulheres de baixa renda, moradoras da periferia de São Paulo, através de oficinas da técnica chilena conhecida como “arpilleras” para montagem de exposiçao

Objetivo

Promover a arte têxtil produzida por mulheres da periferia de São Paulo como meio para expressar e denunciar situações de exclusão e violência, e ampliar o debate sobre o papel e protagonismo das mulheres como sujeitos ativos na melhoria das condições de vida objetiva das suas comunidades.

Objetivos Específicos:
• Reconhecer e difundir o valor testemunhal e artístico da costura em geral e das arpilleras em particular, como meio para elaborar, expressar e resignificar narrativas e experiências de vida.
• Facilitar um meio de expressão e denuncia para mulheres em situação de exclusão social que às ajude a transformar e expressar vivencias e experiências de vida difíceis, traumáticas e/ou dolorosas aumentando sua capacidade de resiliência.
• Criar uma rede de memórias com trabalhos em suporte têxtil que permitam explorar, criando um clima de segurança e empatia, a complexa realidade na qual vivem as mulheres da periferia de São Paulo, permitindo ao público se aproximar e sensibilizar com conflitos urbanos presentes na nossa cidade, fomentando a reflexão sobre as suas causas e construa respostas criativas e participativas da sociedade civil.
• Aumentar o acesso e a participação por parte de mulheres em situação de exclusão, dos espaços de produção e difusão cultural presentes nas suas comunidades assim como dos equipamentos e recursos culturais presentes Estado de São Paulo.

Nº do Diário Oficial

D.O.E. em 26/05/2015, pág. 65,66

Onde vai acontecer

São Paulo, SP, Brasil

Data de realização

Não definida

Público

Público Alvo
40 mulheres em situação de exclusão social moradoras na periferia de São Paulo, no Jd. Miriam (Zona Sul) e no Bairro José Bonifácio (Itaquera-Zona Leste) às quais estão dirigidas as oficinas de arpilleras.

120 crianças, dependentes ou não, das mulheres que participam das oficinas, às quais estão dirigidas as atividades de recreação infantil paralelas às oficinas de arpilleras

225 estudantes de escolas públicas estaduais dos bairros Jd. Miriam (Zona Sul) e José Bonifácio (Itaquera – Zona Leste) que participarão das visitas guiadas.

150 pessoas, moradoras ou não destes bairros, que participarão nos cine – debates.

180 pessoas que participarão no

3000 pessoas que visitarão as exposições fotográficas.

Para garantir o acesso e a difusão entre estes vários públicos, o projeto tem parcerias ativas com várias organizações e instituições locais, entre elas cabem destacar:

Descrição

O projeto pretende recolher as histórias de vida de 20 mulheres de baixa renda moradoras na
periferia de São Paulo, a través da organização de oficinas da técnica têxtil chilena conhecida
como “arpilleras”, para a produção da exposição itinerante “Memórias Periféricas: Mulheres
costurando a história”.
As arpilleras são uma técnica têxtil popular chilena, confeccionadas com retalhos e sobras de pano
sobre suporte de aniagem, pano rústico proveniente de sacos de batata ou farinha geralmente
fabricados em cânhamo ou linho grosso. Este tecido em espanhol se chama arpillera, dando nome
a esta técnica. A partir do golpe de estado e implantação da ditadura militar do General Augusto
Pinochet em 1973, o uso desta arte popular se espalha pelas periferias de Santiago do Chile,
dando voz, através das mãos das mulheres, às camadas oprimidas e violentadas pelo regime
militar. Subvertendo e transgredindo o papel subalterno relegado tanto às mulheres quanto a
costura, as arpilleristas tornaram estes tecidos em uma das mais pungentes e estendidas
manifestações visuais sobre as violações de direitos humanos, o desaparecimento dos seres
queridos e a oposição ao autoritarismo do regime militar que governou o Chile até 1990.
O projeto facilitará que 20 moradoras da periferia de São Paulo registrem suas histórias com
agulha e linha, através de oficinas voltadas a que cada participante consiga costurar um pedacinho
da sua vida através desta técnica. As oficinas serão realizadas em parceria com 2 pontos/centros
culturais situados na Zona Leste de São Paulo, no bairro José Bonifácio em Itaquera: Ponto de
Cultura Reação Arte e Cultura e ALMA (Aliança Libertária Meio Ambiente).
As Arpilleras produzidas a partir deste processo junto com uma mostra das Arpilleras Chilenas
originais comporão a Exposição Itinerante: Memórias Periféricas: Mulheres Costurando a
História. A exposição terá “itinerancia periférica” entre o a periferia (onde ficará exposta 30 dias)
e centro histórico da cidade de São Paulo (sendo exposta na Galeria Olido, mais 30 dias), onde
será realizado um ato de encerramento, com a participação de mulheres da periferia. Durante as
exposições e em cada um dos locais serão realizados atos de abertura/inauguração, debates e
cine debate e visitas guiadas com estudantes de universidades e escolas públicas parceiras (além
de outros grupos de interesse) tanto da cidade como do interior de São Paulo, assim como oficinas
de arpilleras, animando ao público a costurar as próprias histórias e conectando assim as suas
vidas com as vidas das autoras das peças em exposição.

Comunicação e Visibilidade
O principal produto de comunicação do projeto será a própria exposição de arpilleras. A ideia é
criar e transformar este produto em vários subprodutos de comunicação que irão abrindo canais
de comunicação com públicos diferentes. O próprio processo do registro das atividades do projeto,
processos de criação das arpilleras, documentação e resgate das histórias de vida das mulheres
da periferia será a fonte de conteúdo a ser transformado nos vários subprodutos com várias
linguagens, criando um fluxo de trabalho que alimentará os canais de difusão do projeto: Blog do
Projeto, Redes Sociais (facebook, youtube e istagram), meios de comunicação locais (jornais,
rádios comunitárias), sites das organizações parceiras e centros culturais do projeto, agendas
culturais locais e da cidade (catraca livre, agenda da prefeitura, etc.).
Todos os produtos de comunicação manterão uma continuidade estética criando assim uma
identidade própria do projeto. Serão produzidos, conforme ao plano de comunicação (Anexo 2) os
seguintes produtos:
 Material de Divulgação da Exposição (Virtual e Impresso): Convites ,Cartazes, Folheto de
Apresentação sobre a Exposição, Banners e Catálogo Virtual
 Material Audiovisual: Video-Documentário, Curtas, Entrevistas, Teaser e DVD
 Cobertura de Texto: Release, Notas de Imprensa – Notícias, Reportagem

SOCIAL

 Realização de 8 oficinas de arpilleras (bordados) abertas e gratuitas para 40 mulheres moradoras da periferia de São Paulo.
 8 Sessões de Animação/recreação infantil aberto e gratuito, para permitir a participação de mulheres com filhos nas oficinas, abertas também a outras crianças (até 20 por sessão), gratuitas e assinadas por ordem de chegada.
 Uma exposição itinerante, com ingresso gratuito, em três espaços expositivos, com duração de 3 meses no total, com uma estimativa de público de 3000 pessoas no total.
 Distribuição gratuita de materiais de divulgação da exposição (50 cartazes, 2000 convites e 5000 folhetos informativos).
 Distribuição gratuita de 60 DVDs com vídeos e fotografias às mulheres participantes das oficinas e organizações comunitárias parceiras.
 3 vernissage, abertos e gratuitos, que pretendem atingir um público de 150 pessoas por espaço (total de 450 pessoas).
 1 Ato de Encerramento, oferecendo transporte gratuito aos convidados e participantes, com a participação de 300 pessoas.
 Realização de 3 cine debates (um por espaço expositivo), com a participação de 50 pessoas em cada, sendo um total de 150 pessoas.
 Realização de um total de 9 visitas guiadas, gratuitas, junto com as Escolas Públicas dos bairros, com a participação de 25 estudantes em cada, totalizando um total de 225 estudantes.
 Realização de 9 oficinas de arpilleras (3 em cada espaço expositivo), gratuitas, com a participação de 20 pessoas em cada, sendo um total de 180 pessoas.
PROMOÇÃO DA SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO E DOS PATROCINADORES:

 Será informado do apoio e agradecimento ao ProAC, parceiros e patrocinadores do projeto em todas as atividades, e serão colocados os logos deles em todos os materiais de comunicação (ver plano no Anexos): Materiais audiovisuais (Curtas sobre o Processo, Entrevistas Curtas com as Participantes, Teaser, Lançamento do Doc., DVDs), Textos Jornalísticos (Releases , Notas de Imprensa – Notícias , Reportagens), Material de Divulgação (Convites, Cartaz, Panfleto Informativo, Catálogo Virtual).

 Serão colocados banners onde constem os logos do Proac, organizadores, parceiros e patrocinadores como parte da própria comunicação visual da Exposição assim como na realização das atividades paralelas (Vernissage, Visitas Guiadas, Oficinas de Arpilleras, Cine Debate, Ato de Encerramento)

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