Abrigo Trabalhando a Autonomia de Adolescentes

Prazo para captação:

De 01/01/70 até 01/01/70

Descrição

Para auxiliar na construção de projetos de vida (referente principalmente à profissão e moradia) dos adolescentes que sairão do acolhimento pela maioridade.

Quem Incentiva Pessoa Jurídica Pessoa Física

Região BR

Tipo de imposto abatido IR

Valor autorizado para captação:

R$ 592.899,00

Resumo

Para auxiliar na construção de projetos de vida (referente principalmente à profissão e moradia) dos adolescentes que sairão do acolhimento pela maioridade.

Objetivo

Assegurar que 30 adolescentes de 15 a 17 anos e 11 meses, que estão em serviços de acolhimento, tenham preparo e apoio necessário para enfrentar os desafios que viverão ao saírem dos serviços de acolhimento.
Objetivo (s) Específico(s):
– Auxiliar a construção de projetos de vida dos adolescentes referentes à profissão e local de moradia.
– Fortalecer a construção e/ou manutenção de vínculos entre os jovens e dos jovens com seus familiares e referências afetivas.
– Favorecer a apropriação dos adolescentes dos espaços culturais e sociais da cidade.
– Formar coordenadores e equipes técnicas dos serviços de acolhimento para o trabalho com os adolescentes.

Nº do Diário Oficial

151

Onde vai acontecer

São Paulo, SP, Brasil

Data de realização

Não definida

Público

Nº de beneficiários (direto) atendidos:
O total de beneficiários é 66, sendo eles:
30 adolescentes entre 15 e 17 anos e 11 meses, residentes em serviços de acolhimento não conveniados à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo;
36 profissionais que compõem a coordenação e equipes técnicas dos serviços de acolhimento onde os adolescentes estão.
Nº de beneficiários (indiretos):
60 familiares dos 30 adolescentes integrantes do projeto.
30 tutores, referências afetivas comunitárias que acompanham individualmente os jovens.
60 educadores dos serviços de acolhimento parceiros.

Descrição

A metodologia de trabalho desenvolvida neste projeto está pautada no entendimento de que cada adolescente deve escolher participar e se comprometer com uma participação ativa. Eles são informados sobre o projeto em um encontro grupal e depois passam por entrevistas individuais para tirar dúvidas e afirmar o interesse em participar. Eles são escutados em todas ações e responsabilizados por suas escolhas. O acompanhamento de cada adolescente por um tutor (adulto da comunidade) de forma individual e por técnicos de forma grupal são os eixos norteadores do trabalho, bem como a informação e formação dos coordenadores e técnicos dos serviços de acolhimento.
Cada adolescente participará de um encontro temático por mês, de uma saída cultural por mês e poderá ir ao plantão de assessoria e suporte para construção de seus projetos de vida relativos à profissão e local de moradia. O plantão também pode ser utilizado pelos tutores e profissionais sem os adolescentes, para tirar dúvidas ou receber informações relevantes para o trabalho. No final de cada ano todos os adolescentes participam de uma expedição e realizam uma ação social.
Nos encontros temáticos mensais com os adolescentes ocorrerão discussões grupais acerca de temas relevantes a construção de seus projetos de vida. Cada encontro será planejado considerando a especificidade do que se espera ser desenvolvido. Exemplo de temas: uso consciente do dinheiro, sexualidade, sonhos, consumo, planejamento familiar, história de vida, autovalorização, uso de drogas, mercado de trabalho, como se apresentar em uma entrevista, compartilhamento de cursos e vagas disponíveis. Através de dinâmicas, atividades e rodas de conversa o encontro traz informações importantes e favorece o desenvolvimento de um lugar de pertencimento e fortalecimento de laços afetivos, o que contribui para a construção da identidade, além de facilitar os vínculo e apoio entre pares na passagem para a vida adulta.
As saídas culturais mensais são realizadas para o mapeamento dos serviços presentes na comunidade (centros culturais, bibliotecas públicas, parques, cinemas, museus) onde os adolescentes podem encontrar lugares de pertencimento fora do espaço do serviço de acolhimento. A exploração dos territórios destes jovens contribui para a consolidação do direito à convivência familiar e comunitária, além de ampliar seu olhar a respeito de suas experiências cotidianas na cidade. Além disso, as saídas culturais desafiam os jovens a se locomover de forma autônoma através do transporte publico, visto de muitos serviços de acolhimento ainda tem uma cultura de leva-los de peruas ou carros próprios a todos os lugares, não ensinando como podem ir de um lugar ao outro sozinhos.
Logo no inicio do projeto, a equipe fará uma busca ativa por pessoas da comunidade que possam ser tutores dos adolescentes e acompanhá-los individualmente, duas vezes por mês, na construção e desenvolvimento de seus projetos. Essas pessoas podem já ter ou não vínculos com o adolescentes. Aqueles que não tiverem adultos de referência para serem tutores terão a possibilidade de ter um novo adulto ocupando esse lugar. As pessoas dispostas a realizar esse acompanhamento passarão por uma formação para se tornarem tutores e contribuírem significativamente para a construção de seus projetos de vida. Serão realizados 3 encontros de formação onde trabalham-se temas referentes a adolescência, construção de projetos de vida e necessidades para um bom desligamento do serviço de acolhimento. A importância de contribuir com a reconstrução e consolidação dos vínculos já existentes na família e na comunidade serão norteadores para o trabalho do tutor e, portanto, tema presente nos encontros. Após a formação, tutores e adolescentes começam a se relacionar a partir do norte claro da apropriação da cidade e dos espaços culturais e de construção de projetos relacionados a profissionalização e moradia. Os encontros entre eles podem ser realizados em diversos lugares, tendo inicio no próprio serviço de acolhimento e se estendendo por toda a cidade. No primeiro ano, os tutores terão 4 encontros de supervisão em grupo com a equipe do projeto.
Nesse projeto, os adolescentes podem também frequentar o plantão de assessoria e suporte oferecido pela equipe técnica do projeto, semanalmente. Esse plantão serve também para os tutores que acompanham individualmente os jovens e para as equipes dos serviços de acolhimento. Ele existe para oferecer apoio e conhecimento técnico sobre a construção e desenvolvimento de projetos profissionais e de moradia, a partir de uma assessoria técnica realizada pela equipe do projeto. Apostamos na construção e fortalecimento da autonomia e protagonismo dos adolescentes para que busquem ativamente o plantão, assim como técnicos e tutores.
Anualmente, será feita uma expedição em grupo, com todos os adolescentes, em regiões pouco exploradas e conhecidas por eles. O objetivo é ampliar ainda mais suas experiências culturais, conhecendo outros territórios e modos de vida. Também anualmente, os adolescentes desenvolverão uma ação social junto aos seus tutores, no intuito de disseminar os aprendizados e compartilhar suas experiências. A realização destas ações nas quais os participantes do grupo atuam como protagonistas das atividades oferecidas têm trazido bons resultados, gerando mudanças no jeito comumente passivo desta população.
Para alinhar o trabalho com os adolescentes, são realizadas reuniões junto às equipes dos serviços de acolhimento parceiros para acompanhamento dos projetos de vida de cada adolescente participante, a partir da construção e revisão de seus Planos Individuais de Atendimento. Serão 4 reuniões por ano sobre cada adolescente.
Serão realizadas também 3 reuniões por ano que reúnem profissionais de todos os serviços de acolhimento envolvidos no projeto, de modo a propiciar o compartilhamento e reflexão sobre as experiências e estratégias utilizadas no trabalho com os adolescentes, informando e fortalecendo boas práticas em cada um deles.
Para que os adolescentes tenham acesso e sejam encaminhados a cursos, oficinas, experiências pontuais em empresas, ONGs ou espaços culturais é necessário o estabelecimento de parcerias institucionais. Alem disso, com a parceria podemos promover um acompanhamento integral dos projetos dos jovens. Exemplos de parcerias: Gastromotiva, Instituto Criar, Banco Paulista, Mantris e Clínica dos Cachos. Alguns jovens são encaminhados para o programa jovem aprendiz de empresas parceiras, como a Mantris; outros recebem curso profissionalizante em uma área de interesse.
Por fim, a equipe do projeto fará a produção de dois materiais que dão apoio ao trabalho dos serviços e tutores: um kit de formação sobre o trabalho com adolescentes para profissionais dos serviços e da rede (produção de 100 kits), trazendo um guia para os profissionais do serviço (100 exemplares) com questões teóricas e práticas para auxiliar no acompanhamento dos adolescentes no processo de construção de seus projetos de vida e desenvolvimento de autonomia e um guia para o trabalho dos tutores (130 exemplares: 30 a serem entregues aos tutores e 100 que compõe o kit).

Download e material complementar

130 guias para o trabalho dos tutores produzidos e distribuídos (30 aos tutores e 100 que compõe o kit de formação para o trabalho com adolescente)
Visibilidade do patrocinador apresentada em diferentes meios de comunicação conforme aporte: site, relatório anual, blog, redes sociais ( Instagram e Facebook)
Realização de palestras na empresa sobre voluntariado a fim de engajar e sensibilizar os profissionais em causas sociais

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